Dígito verificador: a matemática que pega CNPJ e IE digitados errado
Entenda o módulo 11 com um exemplo e descubra por que cada estado tem sua própria fórmula de IE.
Por Edson Vasconcelos · atualizado em 27 de outubro de 2026 · 6 min de leitura
Para que serve
O dígito verificador (DV) é um número calculado a partir dos outros. Se alguém digita um algarismo errado ou troca dois de lugar, a conta não fecha e o sistema percebe na hora. Ele não prova que a empresa existe — só que o número é coerente.
O módulo 11, passo a passo
É a fórmula mais usada no Brasil, inclusive no CNPJ:
- Multiplique cada algarismo por um peso (no CNPJ: 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2).
- Some todos os produtos.
- Divida a soma por 11 e pegue o resto.
- Se o resto for 0 ou 1, o dígito é 0. Senão, é 11 menos o resto.
- Para o segundo dígito, repita incluindo o primeiro, com um peso a mais no começo (6).
Exemplo com a base 11.222.333/0001: a soma ponderada dá 102; o resto de 102 por 11 é 3; então o 1º dígito é 11 − 3 = 8. Refazendo a conta com o 8 incluído, chega-se ao 2º dígito, 1. Resultado: 11.222.333/0001-81.
E a Inscrição Estadual?
Aqui mora a diversão: são 27 fórmulas. A maioria usa variações do módulo 11, mas há criatividade de sobra:
- São Paulo tem dois dígitos no meio e no fim do número, e usa só o algarismo das unidades do resto.
- Minas Gerais insere um zero no meio do número antes de calcular o primeiro dígito, com módulo 10.
- Bahia calcula o último dígito antes do penúltimo, e escolhe módulo 10 ou 11 conforme o primeiro algarismo.
- Roraima usa o resto da divisão por 9.
- Alagoas e Rio Grande do Norte multiplicam a soma por 10 antes de dividir.
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